terça-feira, 29 de março de 2011

O que um jornalista não deve fazer

O filme “O preço de uma verdade” conta a história de um jornalista norte-americano que inventava suas matérias para crescer na revista onde trabalhava

O filme “O preço de uma verdade” é uma excelente dica para os futuros jornalistas da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) que gostariam de assistir algum filme que falasse sobre a profissão. A produção é relativamente antiga (2003) e está longe de ter um elenco recheado astros e estrelas hollywoodianos, no entanto, é uma ótima lição de como não devemos agir depois de nos tornarmos jornalistas.
O longa-metragem é baseado em fatos reais e conta a história do jornalista, Stephen Glass, um jovem que publicou dezenas de histórias falsas na respeitada revista "The New Republic", entre 1995 e 1998. Na época, o escândalo foi tão grande que a revista, na qual Glass trabalhava, se retratou com o público duas vezes, uma em maio de 1998 e a outra em junho do mesmo ano.
Por Alexandre Bittencourt

terça-feira, 22 de março de 2011

A reportagem

Nilson Lage, em Estrutura da Notícia, diferencia texto da notícia e reportagem. Enquanto o primeiro cuida da cobertura de um fato ou de uma série de fatos, o segundo faz um levantamento de um assunto, conforme ângulo preestabelecido. Para Cremilda Medina, a reportagem amplia uma simples notícia de poucas linhas, aprofundando o fato no espaço e no tempo, e esse aprofundamento de conteúdo informativo se faz numa abordagem estilística.
O Manual de Redação da Folha de São Paulo diz que a reportagem deve “ser iniciada com a informação que mais interessa ao leitor e ao debate público (o lide); deve ainda contextualizar os fatos e expô-los objetiva e criticamente, com exatidão, clareza, concisão, didatismo e uso correto da língua”.
Lide: O primeiro parágrafo do texto jornalístico, quando bem escrito é útil à dinâmica da leitura contemporânea – por ser uma síntese da notícia e da reportagem. Não existe um modelo para sua redação. Nem deve ser escrito de maneira automática, com escrita burocrática.
Se os fatos são urgentes e fortes, eles tendem a impor ao lide um estilo mais direto e descritivo, respondendo às questões principais em torno do acontecimento (modelo funcionalista americano: o quê, quem, quando, como, onde, por que, não necessariamente nesta ordem).
O autor deve ler a própria reportagem e trazer para o início o que desencadeará o restante, se possível, estabelecendo analogias com fatos recentes para enriquecer a introdução.
Um modo prático de descobrir o interesse maior de uma reportagem (pode ser o caso de uma entrevista), cujo lide não esteja naturalmente visível, consiste em contar seu conteúdo a pessoas de sua confiança. Deste modo, poderá descobrir o que mais chamou a atenção delas.

Contextualização e síntese: A diferença fundamental entre uma revista e um jornal está na pouca durabilidade deste e no tempo de leitura a ele dedicado pelas pessoas. Reportagens veiculadas em um jornal tendem a ser superadas ou ampliadas cotidianamente pelas que são publicadas no dia seguinte – fator que não atinge da mesma maneira os artigos, as crônicas e as críticas.
É preciso partir do princípio de que o leitor pode não conhecer, necessariamente, fatos que precederam a notícia que se divulga. Assim, deve se fornecer a ele contextos claros e uma perspectiva histórica recente dos acontecimentos.
O rádio e a televisão acostumam mal o leitor. Este pode ter a impressão de matéria requentada, quando olhar o jornal no dia seguinte. Desta forma, além da importância da informação exclusiva, ganha relevância o tratamento singular dado aos fatos, a sua fundamentação, a solidez da apuração e a boa análise da notícia.
A palavra escrita, ao exigir a reconstrução imaginária, tende a provocar no leitor uma atitude reflexiva. Passa a depender, então, da alta concentração e seletividade de fatos e idéias num espaço reduzido, da vibração estilística, do contraste brusco dos eventos, da força dos argumentos e imagens e do abandono da descrição extensiva e prolongada.
O repórter deve sugerir aos editores o espaço de que precisa para expor o que tem a dizer, sabendo que a vastidão do texto não é sinal de excelência.
“O jornalista tem de ser concentrar na obtenção de um domínio da língua portuguesa, a ponto de ser capaz não apenas de escrever com correção, mas também com precisão vocabular e variedade de recursos estilísticos. A diversidade no uso de vocábulos deve ser regida pela precisão, e não pela retórica. A variedade estilística deve seguir o encadeamento lógico e interessante dos fatos sem submetê-los a modelos pseudoliterários” (Manual da Folha).

Outras analogias
L. F. Veríssimo
A Guerra de palavras e propagandas entre árabes e judeus tem recorrido a outras analogias alem da descabida que fez o José Saramago, comparando Israel aos nazistas. Analogias cortam os ares como balas. A principal justificativa de Sharon e a linha-dura para suas ações é uma analogia com a reação americana aos ataques de 11/9 e ao terrorismo: Israel só estaria fazendo com os palestinos o que os americanos fizeram com o Talibã, e pela mesma razão. A grande contradição americana na crise atual, com o delegado dos Estados Unidos nas Nações Unidas votando a favor da resolução que condena a ocupação israelense enquanto Bush a abençoa, vem da necessidade de endossar esta analogia mesmo com o custo da coerência.
Uma analogia muito ouvida em defesa dos atentados palestinos e da mobilização por um Estado palestino é com o que os próprios judeus fizeram para ter o seu Estado, e que também incluiu atos terroristas. Mas a maioria dos que não dão razão ou atribuem a culpa a um lado só e acham que em vez de analogias deve-se procurar a paz faz a analogia óbvia com outras situações em que, por muito menos, houve intervenção da sempre bem-vinda TDD (Turma do Deixa Disso), da ONU. É a única analogia sensata até agora.
Analogia dolorosa fez o Gilles Lapouge, correspondente do Estadão em Paris, que ontem comparou a situação no Oriente Médio a um câncer que começa a dar sinais de metástases. Não era difícil prever que sinais seriam esses. Já houve ataques a sinagogas na França – não é preciso muito para atiçar o anti-semitismo na França – e a imbecilidade pode se alastrar. Nossa única esperança é que a analogia patológica do Lapouge fique restrita ao mundo das boas metáforas literárias. “Metástase” é a propagação do câncer pelo organismo que ocorre quando o seu foco inicial não tem mais cura. E a palavra que ninguém quer ouvir. Uma cura para a imbecilidade ainda está longe, mas é impensável que o que acontece nos territórios ocupados seja um processo terminal.
Para refletir:
“O essencial, no jornal, é aquilo que coloca no mercado: a notícia”.
Elcias Lustosa

segunda-feira, 14 de março de 2011

Manual do Repórter de Polícia

O Manual do Repórter de Polícia aborda os crimes mais comuns e indica suas conseqüências legais, entre outras informações relevantes para tirar dúvidas de jornalistas. Criado pelo repórter Marco Antônio Zanfra, o Manual auxilia os profissionais da imprensa em diversos temas importantes, como Justiça, Medicina Legal, Perícias Criminais e Ética.


http://www.comunique-se.com.br/reporterdepolicia/index.asp

domingo, 13 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

Batalhando pela produção de fumo

Nesta sexta-feira(11) estive acompanhando uma comitiva de Canguçu-RS, durante audiência pública promovida pela comissão de agricultura da Assembléia Legislativa do RS no município de Santa Cruz do Sul. O Objetivo do encontro era debater as consultas 112 e 117 de 2010 propostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que causam uma série de proibições para a plantação e comercialização de produtos originários do tabaco.
Minha cidade depende, em grande parte, da plantação de fumo. O município deu um salto em sua arrecadação nos últimos anos. Por isso nossa defesa nesta cultura. Nâo tenho intenção de incentivar niguém a fumar, ao contrário. Eu não fumo e não recomendo. Mas devemos dar o direito aos produtores de plantar o que acham melhor para seu sustento, e hoje o fumo apresenta uma rentabilidade fantástica para pequenas propriedades, o que é o caso de Canguçu.
Acredito que tais discussões, sobre o fumo, deveriam ser feitas no legislativo, na Câmara dos Deputados e no Senado, e não através da ANVISA. Ela deveria se preocupar com o alcool, com o consumo de açucar, sal, e outros produtos que fazem tão mal a saúde quanto o cigarro. Alías, hoje em dia tudo que é feito na agricultura leva defensivos, o famoso "veneno", que causa um enorme mal a saúde.
Espero que haja compreensão das autoridades em manter o plantio de fumo, evitando fechar o cerco ao produtor com tais medidas. Pelo menos até o mometo em que o Governo apresente uma outra cultura tão rentável quanto esta para pequenas propriedades de um ou dois hectares como é o caso da minha cidade. Aqui até tentaram produzir biodisel com Girassol e Mamona, mas o rendimento não chega nem perto
(eu to ali atrás segurando uma camiseta, no fundo branco onde devia estar "participe" kkkk)
Outro dado importante é que 85% da plantação do Brasil é exportada, o que revela que mesmo causando mal para quem fuma a produção não fica aqui, gerando exportação e rendimentos tributáveis.Sem falar no aumento do contrabando que tais medidas vão gerar. É isso que a ANVISA quer, incentivar produção na Argetina, Paraguai? Realmente não entendo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Flor do Amazonas

Outro dia durante a Expoagro Afubra, em Rincão Del Rey - município de Rio Pardo(RS) - encontrei a figura da foto ao lado. Um índio, do Mato Grosso (Segundo ele). O Cara tem uma lábia fenomenal. Ele estava fazendo demonstração de um chá de nome "Flor do Amazonas - Preparado pelos Índios". Dois pacotes custavam R$ 10,00 e o cliente ainda levava um de brinde. Um amigo comprou dois e o terceiro ele me deu de presete.Na ocasião provei o chá. Tem gosto de terra. Fica um gosto forte na boca. E segundo o índio ai da foto, é bom para uma série de problemas do estômago, fígado, rins, sistema nervoso, sífilis, falta de apetite, inflamação do canal diurético e bexiga, vermes, gastrite e começo de úlcera. Ou seja, o troço é porreta!!Dilui-se um composto em dois litros de água e a pessoa toma 3 vezes ao dia. No preparado estão as seguintes ervas: Fécula de mandioca, boldo do Chile, emburana, quina-quina, jalapa, taiuiá, guaraná roxo, jatobá, quebra pedra, angico, agoniada, ruibarbo, mastruz, japecanga, capeba, espinheira santa, cipó de azougue, fedegoso, anis estrelado, carqueja, camomila, abacateiro, joão da costa, cofrey, jarubeba, Ipê roxo, chapé de couro, arapuama, catuaba, nó de cachorro e pau de resposta.
Bom, eu to tomando o tal chá. Espero que mal não faça. hehe! Foto: Augusto Pinz

segunda-feira, 7 de março de 2011

Comunicação Institucional

A comunicação institucional visa projetar uma imagem favorável no público em questão e gerar empatia – goodwill – com ele.

Precisamos ainda destacar a relevância da comunicação institucional, pois, ao buscarmos percepções favoráveis sobre a organização, com certeza...

...estamos contribuindo para facilitar a penetração e a consolidação dos produtos e serviços da empresa

Comunicação e Informação

A palavra comunicação origina-se do latim communicare, que significa partilhar, dividir, tornar comum, associar, trocar opiniões. A partir da etimologia, fica clara a diferença entre comunicar e simplesmente informar.

Vivemos na sociedade da informação, mas quanto dela, efetivamente, é comunicação?

Informação é um dado neutro unilateral e que, portanto, não pressupõe troca.

O processo de comunicação pressupõe o diálogo entre o emissor e o receptor, entre os quais se dá uma troca – feedback.

Por essa diferença básica entre comunicação e informação, fica fácil perceber que a informação apresenta um nível de credibilidade menor, pois não é possível, de imediato, por meio dela, apurar, discordar ou aprofundar.

Resta-nos, unicamente, aceitar o que está sendo informado.