segunda-feira, 16 de julho de 2012

Jornalista empreendedor


Durante o 35° Congresso Estadual de Jornalistas um tema foi amplamente debatido em todos os fóruns com profissionais da categoria: A falta de vagas de emprego para os novos jornalistas formados em todo o país. Atualmente, segundo alguns dados apresentados são 21 faculdades formando algo perto de 500 jornalistas por ano. Por outro lado o número de oportunidades de emprego diminui com redações cada vez mais enxutas, inclusive com grandes veículos de imprensa demitindo boa parte de seus jornalistas.
Foto: Augusto Pinz
Outro fator que tem provocado à diminuição da oferta de emprego é a questão do jornalista multimídia. Hoje os meios de comunicação optam por jornalistas “pau para toda obra” que em uma cobertura, sozinhos, fazem um vídeo para televisão, uma gravação para o rádio, fotos para site e atualizam blogs e o impresso. Só ai é feito o trabalho de quatro profissionais, geralmente com o salário de um só.
Com tantos profissionais disputando vagas (e um falso glamour jornalístico), os novos formados acabam sendo jogados para o mercado obrigados a ser também empreendedores, criando seus próprios veículos de mídia (sites, pequenos jornais, atuando em rádios comunitárias, entre outros meios). Daí o jornalista formado para, literalmente, ser jornalista, acaba sendo também vendedor, empresário, administrador, e tudo que não diz respeito a sua formação para poder sobreviver. As tecnologias estão ai como nova ferramenta de trabalho e bem exploradas acabam tirando os jornalistas da margem social quando tenta encontrar seu espaço nas redações e estes não existem. Blogs e sites feitos por jornalistas, com boa qualidade, têm repercutido tanto quanto meios tradicionais e geram uma boa fonte de renda quando feitos com seriedade jornalística.
Fica claro que é preciso mobilização da categoria para mudar esta situação. Também é preciso parar de vender a ilusão de que os jovens devem se formar e ir atuar em grandes grupos – no estado seriam RBS, Record, Band, entre outros – e começar a olhar com mais carinho para os jornais do interior e pequenos grupos de mídia. É preciso se valorizar e cobrar o justo para cada tarefa executada e também a valorização do diploma por parte da FENAJ e sindicatos junto ao Congresso Nacional com aprovação das PECs que reestabelecem a obrigatoriedade do diploma evitando o grande número de profissionais precários roubando vagas que são de direito de quem se qualifica para exercer tais funções. Afinal, em um pais que prega tanto a educação isso é o mínimo que podemos esperar enquanto formadores de opinião e também agentes colaboradores da educação no país. O Jornalista não é responsável por educar, mas tem o dever social de levar a boa informação e colaborar com a educação.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Com Senador Pedro Simon

Nesta sexta-feira (13) encontrei o senador Pedro Simon (PMDB-RS) na Assembléia Legislativa durante o Congresso Estadual de Jornalismo que ocorre em Porto Alegre nos dias 13 e 14 de julho de 2012.
O Senador deu uma aula de história durante seu pronunciamento ligando fatos históricos do estado e país ao jornalismo. Ele também defendeu a necessidade do diploma de jornalismo para exercício da profissão e recebeu os agradecimentos da categoria por ter votado favoravelmente na propsota que está no senado e que deverá ser votada em segundo turno em Agosto.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

20 formas de um jornalista sentir um orgasmo

1. Publicar aquela “puta história” antes de qualquer outro jornalista.
2. Pegar o jornal do dia e ver o seu nome estampado na capa.
3. Mostrar o seu nome estampado na capa para o vizinho invejoso.
4. Entrevistar aquele cara que odeia falar com a imprensa depois de três meses de insistência.
5. Acabar a matéria a 1 minuto e 37 segundos do fechamento.
6. Saber que a(o) nova(o) estagiária(o) gostosa(o) vai trabalhar ao seu lado.
7. Desligar o computador após um longo dia de ralação.
8. Pagar todas as contas do mês sem atraso.
9. Ter qualquer credencial pendurada no pescoço.
10. Ter a pergunta elogiada pelo entrevistado numa coletiva de imprensa.
11. Receber o pagamento de um frila no dia combinado.
12. Comer pra caramba numa boca-livre chique.
13. Descobrir que vai folgar justamente no fim de semana da tão esperada viagem com os amigos.
14. Ser rendido por um colega após 12 horas de plantão na porta de um hospital.
15. Ter a confirmação de que seu nome não está na lista do passaralho da vez.
16. Escutar de um leigo: “Deve ser o máximo ser jornalista, hein?”.
17. Saber que o doutor Gilmar Mendes foi assaltado.
18. Chegar em casa às 5 da manhã depois de um pescoção e encontrar sua mulher sozinha na cama.
19. Chegar em casa às 5 da manhã depois de um pescoção e conseguir fazer sexo.
20. Ouvir do editor: “Parabéns, você está contratado. Pode começar agora?”.