sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Jornalista também é torcedor; imparcialidade não existe

Estava assistindo o programa "Redação sportv (2)", desta sexta-feira (24), edição das 16h00min, quando surgiu o assunto de um telespectador falando que as vezes a imprensa "puxa" demais, ou seus profissionais, para determinado time porque os jornalistas seriam torcedores. Um tema bem complexo e que causa um grande desconforto entre os profissionais do meio que escondem seus times de coração com medo de ter a credibilidade de suas matérias em xeque. 
A manifestação do apresentador do programa, que não me recordo o nome agora, foi perfeito. Ele disse que todo jornalista tem um time de preferência. Que as pessoas começam a gostar do futebol justamente por torcerem por algum time. O que não pode acontecer é deixar a paixão por um clube atrapalhar o desemprenho profissional ou ser tendencioso. Achei perfeita a colocação dele. O apresentador (acho que é André Rizeck) ainda citou o exemplo de um médico flamenguista que não deixa de atender um torcedor do fluminense. Perfeito.
Todos nós torcemos por um time de futebol, gostamos mais de algo, do azul ou do vermelho, essas coisas. Por isso não existe imparcialidade em nada nessa vida. A gente traz um mundo de conceitos desde que nascemos que formam nossa personalidade e isso influi muito. O que não podemos é deixar de ter ética em nossas profissões deixando que isso atrapalhe. Isso é o que mais me irrita quando falam: "tem que ser imparcial". Que isso? Imparcial nada. Tem que ser neutro.
Foi a primeira vez que vi tratarem o tema de forma tão limpa na televisão. Estão de parabéns no Redação Sportv.

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