quarta-feira, 19 de março de 2014

Ocupantes de Cargos que não sabem lidar com a mídia

Existe uma relação conflitante, eterna, entre a mídia e ocupantes de cargos públicos. Os agentes políticos, ou até técnicos elevados a posição de chefia, quando assumem acreditam que se investem de uma inviolabilidade, uma camada, que irá lhes tornar mais bonitos, mais legais, mais inteligentes e principalmente incriticáveis. O que é pura vaidade.
Em um mundo onde seria o mais correto cavar uma masmorra para enterrar a vaidade - que é um vício, pois depois de ser picado pela mosca azul ninguém volta ao normal - agentes públicos não percebem que estão onde foram colocados para servir, para trabalhar como qualquer cidadão que acorda cedo e pega ônibus lotado para cumprir sua jornada diária e semanal de serviço.
Muitas destas pessoas que assumem cargos, como por exemplo secretários municipais, prefeitos, vereadores, chefes de autarquias, vivem no mundo político sua vida inteira se escorando em cargos. Muitas vezes estes mesmos criticam, ou criticavam, tanto os ocupantes dos mesmos cargos e daí quando assumem mudam a conversa.
Hoje (19) vi um caso deste neste sentido. Um secretário municipal reclamando que as pessoas ligam para programas de rádio para reclamar da situação de estradas, da zona rural, que são de chão batido. Com a chuva estas estradas ficaram intrafegáveis. Este mesmo secretário, era assessor de um vereador e ia para o interior tirar fotos das estradas em péssimo estado e agora quando ele assume o posto acha ruim?Como as coisas mudam, não? No dos outros é refresco né?
Conviver com as críticas faz parte da vida de todos nós. Sejamos agentes públicos ou não. Como vamos absorvê-las é que é o problema. Acho que quando temos certeza de que o que fazemos está sendo feito bem, devemos analisar o que é posto e daí avaliar a procedência das críticas, fazer um balanço do que pode se tirar de proveitoso e seguir em frente. Embrabecer não adianta nada. Vai causar um infarto ai no "afetado" e só. Mas é importante utilizar os comentários para analisar onde está cometendo algum possível erro de conduta ou ação. É preciso ouvir. Deus nos deu dois ouvidos e uma boca. Sinal de que devemos ouvir mais e falar menos.
Também é preciso humildade de aceitar que nem tudo que pensamos ser o correto realmente o é. É possível, sim, pensar que uma ação que achamos ser tão grandiosa e espetacular possa não ser tão boa assim, ou necessária. Por mais que seja um esforço grande para tornar algo real, pode não ser o necessário.

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