terça-feira, 3 de junho de 2014

Fotógrafo morre por falta de atendimento em hospital

Quando se diz que a saúde no Brasil está um caos, não é nenhum exagero. Prova de que somos tratados como qualquer coisa, menos como seres humanos, foi a morte do fotógrafo Luiz Cláudio Marigo. Ele passou mal dentro de um ônibus e o motorista, prestando o socorro, levou o veículo até a frente de um hospital federal o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) no Rio de Janeiro (RJ).
Estacionado em frente ao INC o motorista foi pedir socorro aos médicos que não atenderam o fotógrafo. Por quase uma hora ele agonizou até morrer no interior do ônibus sem que um médico ou enfermeiro fosse, se quer, ir olhá-lo. A justificativa para tamanho descaso foi de que o "hospital não é cadastrado para este tipo de atendimento de emergência!".
Pelo amor de Deus! Isso é um tapa na cara da sociedade, do cidadão que paga impostos para ter saúde quando precisa do atendimento. Um hospital FEDERAL. Isso é caso de análise do Ministro da Saúde. É caso de polícia, de indiciar os profissionais que estavam de serviço no horário e que algum dia, na faculdade, já foram seres humanos e juraram em sua formatura atender as pessoas. Quebraram o juramento e todo tipo de respeito com a vida.
O INC (Instituto Nacional de Cardiologia) informou, por meio de nota, que assim que a equipe médica teve ciência do problema, se dirigiu à frente do hospital e, apesar de não estar credenciado a atender emergências, o instituto colocou à disposição uma equipe de médicos e um leito para atendimento. O homem não pôde ser retirado do ônibus, pois o movimento dificultaria a reanimação.
Imaginem quantos outros casos de falta de atendimento existem por este país e não são divulgados?

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