sábado, 31 de outubro de 2015

Parentada

Com os primos Guilherme, Gustavo (com seu filho Felipe) e Bruno
Foto: Maidana Idiarte

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ouvido por 89% dos brasileiros, rádio aposta em tempo real e interatividade.

Já decretaram seu fim diversas vezes, meras “barrigadas”. Foi assim com a chegada da televisão e com o crescimento da internet. Mas é claro que, como um senhor de noventa e poucos anos, o rádio teve que entender que a sociedade mudou. “Não era assim na minha época”, diria como a maioria dos avós. Como alguém que já viu e viveu de tudo um pouco, usou a experiência para se unir a todas as “ameaças”.

Começando pelo fato de ser onipresente. Está no ônibus a caminho do trabalho, na cozinha de casa, no jogo de futebol ou no carro parado no trânsito. Além disso, é como aqueles tios “moderninhos” que descobriram o áudio no WhatsApp ou o emoticon no Facebook. Usa o streaming, podcast, SMS, redes sociais e tudo o que tem direito.

“A internet potencializou atributos que o rádio possui há várias décadas, como interatividade, segmentação e mobilidade. A rede social já está totalmente inserida na dinâmica das emissoras que desejam estar ainda mais conectadas com as suas audiências, indo além do dial”, diz Fernando Morgado, professor, jornalista, escritor e integrante da equipe responsável pelo projeto de branding da Rádio Globo.
Crédito:freeimages 

Se os meios de comunicação fossem pessoas, o rádio seria o amigo; o jornal, o professor; a revista, a celebridade; a televisão, a família e a internet, a namorada. Segundo um estudo de mídia realizado pelo Instituto Ibope, o rádio está sempre por perto e representa distração e companhia. Maior do que a população de países como Espanha, Coreia do Sul, Argentina ou Canadá: esse é o alcance do meio no Brasil, levando em conta as 13 principais regiões metropolitanas. Em números reais, são 52 milhões de brasileiros.

Aliás, números não faltam para a CBN. Com quatro emissoras próprias e 29 afiliadas, o pico de audiência no offline, somente nas praças próprias, representa duzentos mil ouvintes/minuto entre as 7 e 9 horas, com alcance de dois milhões de pessoas em trinta dias. São 1,3 milhão de visitantes únicos por mês no site, 450 mil usuários somente em iPhone, cinco milhões de downloads por mês em podcast e setecentas mil curtidas no Facebook.

“Se você imaginar quais são os dois grandes atributos de qualquer mídia encontrará tempo real e interatividade. São duas características que se confundem com o rádio. Em tempos de mexida no mercado, ele ganhou com a internet, acabando com a questão da barreira geográfica. O internauta consome da maneira que for mais conveniente. Outra coisa é que não se paga para ter informação, num mundo onde as pessoas querem informação de graça”, comenta Mariza Tavares, diretora-executiva da CBN.

Convergência
Os jornalistas são como “embaixadores” da emissora. A CBN incentiva os profissionais a usarem seus próprios perfis nas redes sociais. Tania Morales, Milton Jung, Fabíola Cidral, Petria Chaves são usuários assíduos. “O ouvinte quer alguém de carne e osso, o vínculo que se cria é mais forte”, ressalta Mariza. Partindo para o lado visual, uma das grandes apostas da Jovem Pan para este ano é a imagem.

De acordo com Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, presidente da emissora, a partir de outubro todos os estúdios da JP estarão com câmeras e os programas poderão ser vistos e ouvidos nos iPads, iPhones e computadores, por meio do site e do aplicativo. “Acho que a internet tem sinergia com o rádio, por isso foi o meio menos afetado por ela. Pesquisas americanas mostram que ele utilizou a internet para se comunicar melhor com os ouvintes.”

Ao mesmo tempo, o presidente da JP acredita que o rádio “volta para o passado”, com mais notícias, programas, talk shows e prestação de serviço. “Vão sobrar poucas rádios musicais até pela força dos aplicativos como o Spotify, mas isso ainda demora no Brasil”, completa. Morgado corrobora com a previsão. Segundo ele, independentemente do estilo de programação que adotam, nota-se claramente um investimento maior em conteúdo falado, seja informativo ou de entretenimento. “Ao contrário da música, a fala é um conteúdo de propriedade das emissoras, que, por isso, têm liberdade total para difundi-lo em qualquer plataforma e gerar novos negócios a partir dele.”

Apesar de ser uma aposta frequente, o professor pondera que o conceito podcast ainda é pouco difundido no Brasil, ao contrário da “era de ouro” que vive nos Estados Unidos. Como exemplo, cita o “Serial”, spin off do programa “This American Life”. Cada episódio tem a duração que a história exige e os áudios são enriquecidos por textos, fotos, vídeos e infográficos.

Tecnologia
O assunto que vem se estendendo desde 2013 é a migração de AM para FM. Foi neste ano que a presidente Dilma Rousseff (PT) assinou um decreto que permitiu a transição – não obrigatória – dos veículos. Segundo Luis Roberto Antonik, diretor-geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), essa é uma das principais prioridades. De 1.781 rádios, 1.386 (78%) concordaram com a mudança. Dessas, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concluiu que 1.100 podem migrar imediatamente dentro da frequência 88-108. Os canais 5 e 6 da televisão poderão ser usados para a transmissão das rádios remanescentes.

Na contramão, a Noruega se tornará, em janeiro de 2017, o primeiro país do mundo a tirar do ar o sinal FM. O Ministério da Cultura do país afirmou que a digitalização gerará uma economia anual de cerca de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 75 milhões). Enquanto isso, o processo no Brasil está em “stand-by”. De acordo com Marcelo Goedert, especialista em rádio e representante no Brasil do Consórcio Digital Radio Mondiale (DRM), a implantação envolve basicamente três fatores: transmissores, conteúdo e receptores. Uma das dificuldades, segundo o especialista, é a definição do sistema/padrão a ser adotado no Brasil, além de não ser uma prioridade para o governo. Os candidatos são Digital Radio Mondiale (DRM) e HDRadio.

“O maior impacto seria no interior, onde o acesso à internet é limitado ou inexistente. O rádio digital poderá levar para áreas remotas do país conteúdos ilimitados, áudio de qualidade, textos, imagens. Em todo o mundo não vemos uma ‘transição’, e sim uma implantação sem previsão de desligamento do analógico, uma situação denominada de simulcast”, explica Goedert.

Segundo o especialista, o país que possui mais emissoras em rádio digital são os Estados Unidos, que iniciaram a implantação em 2003 e 17% das suas emissoras FM e 6% das OMs também transmitem no sistema HDRadio. A Índia, que deu os primeiros passos em 2011, hoje tem 96% do seu território coberto pelo sinal DRM. 

Para Pedro Vaz, professor e gerente da Gazeta AM, o futuro do rádio é certo: a linguagem voltada para os ouvidos. “Seja pela transmissão em qualquer meio tecnológico. Foi assim e continua sendo pelo aparelho de rádio tradicional, pelos PCs, pelos telefones móveis e outros instrumentos afins desenvolvidos para a transmissão do som, como os podcasts”.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Repórter do CQC acredita que jornalismo alimenta preconceito

Durante evento promovido pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) na noite de segunda-feira, 26, o repórter do ‘CQC’, Juliano Dip, abordou a necessidade de utilizar a comunicação para lutar contra discriminação de qualquer natureza. “O jornalismo alimenta o preconceito diariamente”, afirmou o jornalista ao discorrer sobre destaques em matérias que salientam características dos personagens de forma pejorativa.

Juliano Dip falou sobre a importância de lutar contra o preconceito e a intolerância (Imagem: Divulgação/Band)

Como exemplo, o profissional falou sobre o caso da recente festa realizada dentro de uma delegacia. A maioria das manchetes a respeito do assunto destacava o fato de que um dos participantes era anão, deixando de lado o absurdo que é haver esse tipo de comemoração em um distrito policial.

No ‘CQC’, Dip participa de dois quadros: ‘Proteste Já’ e o ‘Haters’. Segundo ele, o primeiro ganhou abordagem mais jornalística em 2015, ano de sua chegada à atração exibida semanalmente pela Band, e o outro trabalha pautas que combatem diretamente o preconceito.

Carreira
Jornalista formado pela Universidade do Sagrado Coração de Bauru, no interior de São Paulo, Dip tem passagens por diversos veículos e diferentes mídias. Ele começou em uma rádio local, como estagiário. Em seguida, foi ao Vaticano, trabalhar na rádio oficial da Igreja Católica. De volta ao Brasil, o profissional ingressou no programa ‘Aqui e Agora’, do SBT.

Após passagem pela emissora de Silvio Santos, Dip começou a trabalhar na CBN, fazendo o jornalismo da madrugada, cobrindo crimes e acontecimentos da cidade. “Fazer jornalismo policial é contagiante. Essa área me ajudou a fazer nome na rádio”.

Dip contou que as coberturas policiais lhe renderam muitos aprendizados. “Enquanto jornalista, tenho que dar a notícia como ela é. Compreendi a importância de colher todas as informações oficiais e buscar todas as fontes. Jornalismo é agilidade”.

Além das coberturas no rádio e na televisão, Dip lecionou nos cursos de comunicação da FMU e da pós-graduação do Senac. O trabalho nas salas de aula foi interrompido quando o jornalista foi convidado para compor a equipe do ‘Custe o Que Custar’.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Doador pode manifestar vontade de doar órgãos através de site

O Projeto Doar é Legal é uma iniciativa do Poder Judiciário para conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos.

Se você quiser manifestar sua vontade de ser doador, preencha os campos abaixo. Será expedida uma certidão - sem validade jurídica - atestando essa vontade. Imprima-a e mostre a seus familiares e amigos para que eles saibam da sua intenção.

Para cadastrar-se CLIQUE AQUI

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Explicação sobre água potável...


Plenário da Câmara dos Deputados conclui votação de projeto sobre direito de resposta

O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu há pouco a votação de destaques ao Projeto de Lei 6446/13, do Senado, que regulamenta o direito de resposta nos meios de comunicação. Os deputados aprovaram o texto com modificações e, por isso, a proposta será analisada novamente pelos senadores.

O último destaque em votação foi aprovado pelos deputados: destaque do PSB para garantir que a retratação seja feita, se assim desejar o ofendido, pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa.

Pouco antes, o Plenário rejeitou, por 273 votos a 145, destaque do PSDB que pretendia retirar a prerrogativa do juízo colegiado de avaliar se o recurso contra a decisão de juiz, no julgamento de pedido de resposta, é plausível e se o pedido de efeito suspensivo da decisão é realmente urgente.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Deixar água do lado da cama à noite pode fazer mal à saúde

Se você tem o hábito de deixar um copo d'água ao lado da cama para o caso de sentir sede durante a noite, saiba que, apesar de inofensivo, isso pode fazer um mal danado à saúde.

Quem descobriu o perigo de deixar a água exposta a noite inteira foram os pesquisadores do Instituto da Água da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos. Segundo uma entrevista do cientista Dr. Kellogg Schwab deu para o site ‘Cura pela Natureza’: “Por se manter por toda a noite e madrugada em temperatura ambiente, a água é atacada por um sem número de bactérias.”

E a situação piora se você bebe aos pouquinhos - cada vez que a boca encosta no copo e na água, mais microorganismos são adicionados ao recipiente, se multiplicando lá dentro.

Os cientistas dizem que você até pode deixar um copo pequeno, apenas com a quantidade necessária para beber de uma vez. No entanto, o ideal mesmo é deixar a preguiça de lado: pegar a água diretamente do filtro e beber logo em seguida. (Yahoo Notícias)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Brasil, a gente precisa conversar!

Ouvia um programa de rádio e um dos locutores, em uma mesa redonda, dizia que havia parado em um posto de gasolina para abastecer. No local foi atendido por um imigrante que seria Senegalês. O locutor resolveu bater um papo com o frentista perguntando quais suas impressões com o Brasil.
O senegalês respondeu, de forma sincera, que sentia muita saudade de sua terra e que mesmo com problemas gostaria de retornar. O que é natural. Mas o mais chocante, pelo menos ao meu ver, foi a próxima afirmação: "Eu esperava ser tratado melhor no Brasil!", disse.  A fala foi um balde de água fria no chamado "calor do Brasileiro que é alegre, receptivo, carnaval, futebol, que recebe todo mundo com um abraço". Não somos mais os mesmos!
O Brasileiro sempre foi descrito como gentil e hospitaleiro e parece ter sido contaminado por uma infecção global, muitas vezes até com requintes de crueldade, que se espalha pela grande aldeia global. Casualmente (se é que existe casualidade) recebi um livro que falava que atualmente está imperando a egolatria e que esta seria a possível causa da mudança de rumo do Brasileiro que vem ocorrendo há 3 décadas e ninguém toma medidas para mudar.
Essa mudança tem passado principalmente na educação onde gerações de Brasileiros tem sido mais educados pela mídia que em suas escolas e seus lares. São doutrinados pelo capital sem nenhuma vontade de pensar e desenvolver qualquer tipo de senso crítico. Antigamente a egolatria e a ostentação eram defeitos e hoje são qualidades que geram seguidores em redes sociais.
Pela falta do pensar não se criaram novas gerações com senso crítico. Não nos conhecemos mais por dentro de nós mesmos. O que está por fora vale mais. Nós nos fechamos ao mundo lá fora. Pensamos que somos superiores. Evoluídos? Nos rebaixamos.
Precisamos construir, com urgência, uma consciência humanista que enalteça o pensar. Que produza novos cidadãos comprometidos com o desenvolvimento coletivo. Que se preocupe em enriquecer a comunidade a sua volta com a disposição do trabalho na efetiva formação de uma sociedade menos preconceituosa e mais tolerante. Precisamos construir uma nova ordem social, através da cultura do pensamento para construtores sociais mais envolvidos com o que realmente importa: O ser humano. Sempre é possível um novo começo, mas não podemos esperar demais!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Reposição mineral deve fazer parte dos cuidados diários da gestante

Diferentemente das vitaminas, o corpo humano não produz minerais. Reposição deve ser feita através de complementação alimentar

É sabido que a mulher, ao engravidar, precisa fortalecer o organismo, afinal o corpo passa por várias transformações e há a necessidade de manter vitaminas e minerais em doses adequadas para a formação do feto e o desenvolvimento do bebê. Mas diferentemente do que acontece no caso das vitaminas, nosso organismo não produz minerais, com isso eles devem ser ingeridos por meio de alimentos e, nesta fase, também com uma suplementação.
“Durante a gestação a mulher passa por inúmeras alterações, inclusive, metabólicas e nutricionais. Por conta disso, é fundamental ter atenção especial e monitorar com cuidado a parte nutricional”, explica o ginecologista e obstetra Dr. Adailton Salvatore Meira, especialista em saúde da mulher.
O cálcio, o ferro e o zinco são os minerais mais importantes durante a gravidez, entretanto, é preciso ingerir também níveis adequados de iodo, magnésio, selênio e cobre, que estão envolvidos em uma série de funções, da regulação do metabolismo ao desenvolvimento de material genético do bebê. Porém, mesmo com uma alimentação balanceada, é muito difícil conseguir as quantidades necessárias para a saúde. 
“Os alimentos estão cada vez mais fracos, com níveis reduzidos de vitaminas e minerais, muito por conta da quantidade de produtos químicos que se joga neles durante o plantio. Em muitos desses alimentos, a quantidade de cálcio e magnésio, por exemplo, representa apenas até 10% da IDR (ingestão diária recomendada) em 100 gramas. Com isso, mesmo com uma alimentação tida como saudável, a gestante não consegue ingerir a quantidade nutricional e mineral necessária para a sua saúde e a do bebê. Para se atingir tais níveis, se faz necessária a suplementação desses minerais através de um complemento alimentar, como o Vitalidade”, explica o Dr. Adailton.
O Vitalidade é um suplemento alimentar natural, feito à base de algas marinhas, que tem em sua composição 74 minerais, como cálcio, magnésio, manganês, cromo, zinco, ferro, cobre, entre outros necessários para manter os níveis recomendados para a saúde da gestante e perfeita formação do bebê. Por ser de origem vegetal, não tem contra-indicação e possui altíssimo grau de absorção (90%) e biodisponibilidade (capacidade de integração dos minerais ao sistema do corpo humano) no organismo humano.  
“No primeiro trimestre, que é o de formação do feto, a grávida precisa de muita energia para que a criança se desenvolva. É indicado que ela reforce a ingestão de cálcio, fundamental para a formação óssea do feto e de ferro, importante para a formação das células do sangue. O ácido fólico também é essencial, pois previne defeitos na formação do tubo neural do feto. Já no segundo e no terceiro trimestre, que é quando a criança começa a crescer e a ter os órgãos formados, o cálcio, o magnésio e o fósforo, que ajudarão na formação do esqueleto e no crescimento dos tecidos do corpo, além das vitaminas C, B6, D e A”, conclui o médico especialista em saúde da mulher.

Assessoria de imprensa da Phosther Algamar

Máquina de Correr!


domingo, 4 de outubro de 2015

Empatando em 1 x 0 ?


EMISSÃO SONORA POR VEÍCULOS AUTOMOTORES

Os automóveis produzem sons sem harmonia. Quando em excesso, provocam poluição sonora: ronco de motores, buzina, aparelhos de som.
A exposição constante e prolongada ao barulho excessivo pode provocar:
- Diminuição da audição;
- Cansaço;
- Irritabilidade;
- Insônia;
- Stress.
Para evitar, a Brigada Militar indica:
- Mantenha o silenciador do veículo em bom estado;
- Mantenha o motor do veículo regulado;
- Use a buzina conforme a lei;
- Não acelere o veículo sem necessidade;
- Use o aparelho de som em volume moderado.

sábado, 3 de outubro de 2015

Outubro é o mês da conscientização sobre a doença de Gaucher


Doença rara atinge quase 900 pessoas no País. Sintomas que confundem médicos podem retardar o diagnóstico correto
Com o objetivo de difundir os sinais e sintomas da doença de Gaucher, enfermidade rara e hereditária que afeta cerca de 10 mil pessoas no mundo, a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) lança a campanha #PenseGaucher. A campanha será realizada durante todo o próximo mês, que também marca o Dia Internacional de Conscientização sobre a Doença de Gaucher (1.º de outubro). “Queremos chamar a atenção dos hematologistas, pediatras e demais profissionais da saúde para a doença e, com isso, reduzir a jornada do paciente em busca do diagnóstico, que pode levar décadas”, afirma Célia Campanaro, hematologista pediátrica, membro da ABHH.
Assim foi com Paulo Ricarte, da cidade de Tuntum, no Maranhão. “Um médico me disse que eu teria apenas mais um ano de vida. Ele não sabia o que eu tinha. Minha infância e adolescência foram muito difíceis”, conta. Ricarte só foi diagnosticado aos 23 anos, depois de passar por diversos médicos e especialistas. Hoje, desfruta uma vida praticamente normal, apesar de apresentar algumas sequelas, principalmente ósseas, por ter tido o diagnóstico da doença na fase adulta.  
“Por essas e outras histórias, temos de fazer com que os médicos e a população conheçam mais sobre a doença de Gaucher”, explica a hematologista. Com incidência estimada em 1 para 120 mil pessoas, o Brasil é o terceiro país com maior número de pacientes identificados, depois dos Estados Unidos e de Israel. Já são mais de 850 pacientes diagnosticados. Para Ricarte, depois do diagnóstico e início do tratamento, sua vida tomou novo rumo. “Gosto de fazer novas amizades, de conhecer gente. E quero contar a minha experiência para que outros não passem pelo que eu passei”, explica o paciente.
Esse longo período para chegar ao diagnóstico é uma das principais preocupações daqueles que lidam com a doença de Gaucher. “É de extrema importância que os profissionais da saúde reconheçam as manifestações clínicas e despertem a atenção para a doença, mesmo que não sejam eles os os responsáveis por conduzir o tratamento”, afirma Célia. É importante pensar e investigar os casos suspeitos. Por ser uma enfermidade evolutiva, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado, menores serão as chances de complicações, como por exemplo, as doenças ósseas. O principal objetivo da campanha é a qualidade de vida dos pacientes. Os primeiros sinais podem aparecer em qualquer idade, mas predominam na infância e adolescência. A doença de Gaucher pode ser classificada em três tipos: 
- O Tipo 1 (forma não neuropática) corresponde a 95 % dos casos e é a forma mais comum. Afeta 1 em cada 40 mil a 60 mil indivíduos na população em geral e não compromete o cérebro ou o sistema nervoso. Alguns pacientes com a doença de Gaucher Tipo 1 podem ter pouco sintomas, enquanto outros podem apresentar manifestações graves, até fatais.   Os sinais e sintomas mais comuns são a barriga distendida, pelo aumento do baço e do fígado, fraqueza, palidez, dores ósseas, sangramentos e hematomas sem história de traumas nos locais. Também podem acontecer fraturas mais facilmente, pela fragilidade dos ossos. O hemograma pode mostrar anemia, redução de plaquetas e alterações de glóbulos brancos. A progressão da doença costuma ser lenta ou variável, e a sobrevida pode ser normal, na dependência das complicações. 
- O Tipo 2 (forma neuropática aguda) é mais raro e grave. Afeta crianças com quatro a cinco meses de idade, compromete cérebro, baço, fígado e pulmão. Podem ocorrer convulsões, alterações na respiração e progressivo retardo mental. A doença evolui rapidamente, causando a morte geralmente até o segundo ano de vida. 
- Já o Tipo 3 (forma neuropática crônica), também raro, é mais brando que o tipo 2.  O diagnóstico é feito na infância e adolescência e há comprometimento de cérebro, baço, fígado e ossos. A evolução do quadro neurológico é variável, mas menos grave que o do tipo 2. A sobrevida se dá até a segunda ou terceira década de vida. Os sinais e sintomas aparecem até o fim da infância, e os pacientes com doença de Gaucher Tipo 3 podem viver até a idade adulta.
O diagnóstico da doença de Gaucher se dá com base na história clínica e no exame físico.  Na doença de Gaucher, ocorre a redução da atividade de uma enzima, chamada glicocerebrosidase ácida, o que leva ao acúmulo de uma gordura específica dentro de células chamadas macrófagos. Esses macrófagos repletos da gordura não digerida são chamados de células de Gaucher, e encontrados em diferentes partes do corpo, principalmente no baço, no fígado e na medula óssea. A procura das células de Gaucher na medula óssea deve ser feita com atenção, e auxilia no diagnóstico.  A confirmação da doença de Gaucher se faz pela dosagem da enzima específica no sangue.  
O tratamento se baseia na reposição da enzima faltante e é chamado de Terapia de Reposição Enzimática (TRE). O paciente deve receber suplementação da enzima glicocerebrosidase ácida, desenvolvida em laboratórios especiais e muito parecida com a forma normal, que se encontra reduzida no paciente.  Com a TRE, os macrófagos passam a ficar livres do acúmulo da gordura, e as manifestações da doença têm melhora gradativa. Os efeitos marcantes da TRE são a diminuição dos volumes de fígado e baço, melhora das manifestações hematológicas (anemia e sangramentos), melhora da infiltração da medula óssea e das alterações ósseas, inclusive a dor, com grande melhora da qualidade de vida desses pacientes. O tratamento da TRE para a doença de Gaucher é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 1996, e normatizado desde 2002 com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), balizado pelo Ministério da Saúde.
Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH):
A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) é uma associação privada para fins não econômicos, de caráter científico, social e cultural. A instituição congrega médicos e demais profissionais interessados na prática hematológica e hemoterápica de todo o Brasil. Hoje, a instituição conta com mais de 2 mil associados.(Assessoria de Comunicação)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sindicato dos Radialistas-RS registra boletim contra apresentador da TV Record-RS

Na manhã dessa quinta-feira (1º/10), nossos diretores Silvonei, Zé Henrique, Dino e Maguila estiveram na TV Record em visita para divulgar a Campanha de Sindicalização que nossa entidade vem mantendo no interior e capital. Tudo transcorria naturalmente entre sindicalistas e trabalhadores até que o senhor Alexandre Mota, apresentador do programa Balanço Geral, ao passar pela recepção, local em que se realizavam os trabalhos de sindicalização, resolveu mostrar toda a sua arrogância e desconhecimento do real trabalho político e sindical de nossa entidade.

Este senhor passou a proferir palavras ofensivas contra o Sindicato e sindicalistas, em tom ameaçador e, inclusive empregando palavrões, causando um tremendo mal-estar no ambiente. A indisposição foi tão intensa que até os diretores da emissora, senhores Leandro e Marcelo, reconhecendo que o apresentador, que não é funcionário da casa, pediram desculpas aos dirigentes sindicais. E mais, a senhora Carol, do RH, educadamente esteve na recepção e pediu desculpas aos diretores do Sindicato sobre os acontecimentos deixando claro que essa não é a posição da empresa, e sim pessoal do apresentador.


Apesar do pedido de desculpas deixamos claro que tomaríamos uma atitude, inclusive contra a empresa, providenciando um Boletim de Ocorrência, em que cada um dos diretores fez o devido registro contra as partes. Como o ambiente ficou tenso, os diretores cancelaram a Campanha e se dirigiram à 2ª Delegacia de Polícia e fizeram o B.O. sobre a INJÚRIA, a DIFAMAÇÃO e a OFENSA que o sindicato e eles sofreram.

Após o BO, os diretores se dirigiram ao nosso Departamento Jurídico e vão buscar recursos legais contra outros DANOS A SEREM REPARADOS.