sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Brasil, a gente precisa conversar!

Ouvia um programa de rádio e um dos locutores, em uma mesa redonda, dizia que havia parado em um posto de gasolina para abastecer. No local foi atendido por um imigrante que seria Senegalês. O locutor resolveu bater um papo com o frentista perguntando quais suas impressões com o Brasil.
O senegalês respondeu, de forma sincera, que sentia muita saudade de sua terra e que mesmo com problemas gostaria de retornar. O que é natural. Mas o mais chocante, pelo menos ao meu ver, foi a próxima afirmação: "Eu esperava ser tratado melhor no Brasil!", disse.  A fala foi um balde de água fria no chamado "calor do Brasileiro que é alegre, receptivo, carnaval, futebol, que recebe todo mundo com um abraço". Não somos mais os mesmos!
O Brasileiro sempre foi descrito como gentil e hospitaleiro e parece ter sido contaminado por uma infecção global, muitas vezes até com requintes de crueldade, que se espalha pela grande aldeia global. Casualmente (se é que existe casualidade) recebi um livro que falava que atualmente está imperando a egolatria e que esta seria a possível causa da mudança de rumo do Brasileiro que vem ocorrendo há 3 décadas e ninguém toma medidas para mudar.
Essa mudança tem passado principalmente na educação onde gerações de Brasileiros tem sido mais educados pela mídia que em suas escolas e seus lares. São doutrinados pelo capital sem nenhuma vontade de pensar e desenvolver qualquer tipo de senso crítico. Antigamente a egolatria e a ostentação eram defeitos e hoje são qualidades que geram seguidores em redes sociais.
Pela falta do pensar não se criaram novas gerações com senso crítico. Não nos conhecemos mais por dentro de nós mesmos. O que está por fora vale mais. Nós nos fechamos ao mundo lá fora. Pensamos que somos superiores. Evoluídos? Nos rebaixamos.
Precisamos construir, com urgência, uma consciência humanista que enalteça o pensar. Que produza novos cidadãos comprometidos com o desenvolvimento coletivo. Que se preocupe em enriquecer a comunidade a sua volta com a disposição do trabalho na efetiva formação de uma sociedade menos preconceituosa e mais tolerante. Precisamos construir uma nova ordem social, através da cultura do pensamento para construtores sociais mais envolvidos com o que realmente importa: O ser humano. Sempre é possível um novo começo, mas não podemos esperar demais!

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