quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

“Quem acha que jornalismo é sobre fama e deslumbre não vence na profissão”

Aos 12 anos, Carlos Guimarães era o menino da turma que escrevia e contava histórias. Ele estudava no Colégio Sinodal do Salvador, na zona Norte de Porto Alegre. Uma professora de português disse que ele deveria cursar jornalismo. Aquilo soou tão bem que nunca pensou em seguir outra direção. ”Acho que o jornalismo e a apuração sempre foram a minha vocação”.

Guimarães entrou na Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos/PUC-RS) em 1997 e saiu com o diploma nas mãos em 2006. Ficou oito anos e meio na faculdade. Entrou muito cedo no mercado e, por isso, priorizou a atividade profissional. Seu primeiro trabalho foi como estagiário de produção na Rádio Gaúcha, em 1999.

Na Famecos, seu lugar favorito era o estúdio de rádio. “Eu me sentia em casa por lá”. O professor que mais marcou Guimarães foi Leonam. “Ele ensinava os meandros da reportagem e o jornalismo em sua raiz, com estímulo e vibração”.

O jornalista ficou na Gaúcha até 2008, sempre no esporte. Em fevereiro do mesmo ano, foi para a Bandeirantes. “Considero um período chave na minha trajetória”. Na emissora, foi plantão, apresentador, coordenador de produção, coordenador de esportes e comentarista esportivo. Em 2013, voltou para a Gaúcha, onde trabalhou 11 meses como plantão esportivo. Em julho de 2014, foi convidado por Nando Gross para assumir a coordenação do departamento de jornalismo da Rádio Guaíba e comentar jogos. De 2009 a 2012, comandou um programa na Rádio Ipanema chamado 'Sub Pop', sobre o rock dos anos 90. Na Guaíba, apresenta o 'Guaíba Revista', programa de cultura.

O porto-alegrense define o rádio como o veículo mais rápido, próximo e dinâmico de todos. “O rádio é companheiro e é o instrumento mais veloz para a transmissão de notícias”. Ele considera que jornalismo é função social. “Temos um compromisso fundamental: levar informação às pessoas”. Para Guimarães, a informação é um bem precioso, que ninguém vive sem. “É muita responsabilidade, por isso a função é fundamental para qualquer sociedade”.

Uma vez, Guimarães estava em sua casa em Atlântida Sul, observando alguns jovens jogando bola. Enquanto eles brincavam na rua, um narrava, outro comentava e o outro era repórter. “Era o brinquedo deles, quem sabe o sonho”. Neste momento, o radiojornalista entendeu que sua missão não é apenas informar, mas alimentar sonhos. Ali, na praia, ele percebeu que faz aquilo que sempre sonhou.

Por ser uma atividade de relevância pública, Guimarães acredita que o profissional pode ser associado a um personagem glamouroso, famoso e até invejado. “Bobagem. O jornalismo é função social, e os jovens devem entender isso. Não é sobre fama, é sobre compromisso”. Ele diz que o futuro apresenta inúmeras possibilidades, desde o empreendedorismo até a diversificação de plataformas. “Só não passa pela fama. “Quem acha que jornalismo é sobre fama e deslumbre não vence na profissão”.

(*) Integrante do projeto ‘Correspondente Universitário’ do Portal Comunique-se. Estudante do 5º semestre do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos/PUC-RS).

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