quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Três dias antes do prazo, polonês leiloa medalha de prata e banca cirurgia de menino com câncer

Com três dias de antecedência, o polonês Piotr Malachowski encerrou o leilão de sua medalha de prata conquistada nos Jogos Rio 2016. O segundo colocado no lançamento do disco usará o dinheiro arrecadado para pagar o tratamento de um menino de cinco anos com câncer no olho.

Segundo o próprio atleta, o motivo pela interrupção do leilão antes do prazo aconteceu por conta do montante necessário já ter sido alcançado.

Foto: Fabrice COFFRINI / AFP

A medalha de prata foi arrematada por um dos casais mais ricos da Polônia, Dominika e Sebastian Kulczyk. Até terça-feira, o lance chegava à casa dos R$ 60 mil.

Após ganhar a prata, no dia 13 de agosto, o atleta foi procurado pela mãe do garoto, que também é polonês. Na ocasião, explicando a gravidade da doença, ela disse não ter condições de custear o tratamento em Nova York. Sensibilizado, o atleta disse que tentaria fazer sua medalha atingir o valor necessário para ajudá-la.

Através de sua conta no Facebook, explicou a situação da criança e que estava tentando fazer sua medalha aumentar de valor para quem precisa.

Malachowski estava à procura de cerca de US$ 84.000 (R$ 272 mil) para que o garoto pudesse realizar a cirurgia em Nova York.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Brasileiros navegam na internet mais do que americanos

Os brasileiros estão no topo do ranking dos que mais navegam na web nos países da América do Norte. De acordo com uma pesquisa organizada pela Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), 95% dos internautas do país acessam a rede diariamente, mais do que o Canadá (84%) e os Estados Unidos ( 77%). O Brasil também está na frente na frequência de uso de televisão e no consumo de conteúdos on demand. 

O estudo, realizado no Brasil pelo Ibope Inteligência, por meio de sua unidade de pesquisas online, mostra que TV e internet são meios complementares, já que 72% da população de nove países das Américas navegam na web para buscar informações sobre algo que viram na televisão. Isso ocorre especialmente no Brasil, onde 96% dos entrevistados afirmaram fazer isso. A tendência se confirma na Colômbia (84%), Canadá (84%), EUA (73%), México (62%), Equador (41%), Panamá (38%) e Peru (37%).
O hábito de assistir TV pelo smartphone também está se tornando comum, sobretudo no Brasil, onde isso já é praticado por 29% dos participantes do levantamento, mesma proporção que nos Estados Unidos. Na média das Américas, 24% dos habitantes assistem televisão pelo smartphone. O uso é mais comum em casa (69%) e em transportes como ônibus e metrô (52%).
Quando o assunto é assistir filmes e programas de TV por meio de serviços on demand, como Netflix, o Brasil é referência. No país, 49% assistem, no mínimo, semanalmente, o que coloca o Brasil no topo do ranking, junto com os Estados Unidos. A pesquisa foi realizada em maio de 2016 e contou com a participação de 1.004 internautas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Em campanha focada nas Olimpíadas, RSF alerta sobre perigo de ser jornalista no Brasil

Uma campanha da Organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), lançada na última quarta-feira (3/8), alerta sobre o perigo de ser jornalista no Brasil, que se tornou o segundo país da América Latina mais mortal para os profissionais de imprensa.
Segundo a EFE, a ação divulgada na véspera do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (RJ), com o lema "Algumas vitórias não merecem medalha", indica que 22 jornalistas foram mortos no Brasil, em crimes relacionados com a profissão, desde as Olimpíadas de Londres, em 2012.

De acordo com a entidade, em grande parte dos assassinatos, os profissionais cobriam ou investigavam temas relacionados com corrupção, políticas públicas e crime organizado em cidades pequenas e médias. A ONG cita ainda a violência contra jornalistas durante as manifestações de 2013 e 2014.

"A forte polarização política do país contribuiu para criar um clima de desconfiança com os jornalistas (...) insultados e agredidos pelos manifestantes que os associam com as linhas editoriais de seus meios de comunicação", observa, ao acrescentar que o país não tomou nenhuma medida para solucionar o problema.