quinta-feira, 11 de julho de 2019

Estudos indicam que os óleos essenciais protegem a saúde

Estudos indicam que os óleos essenciais protegem a saúde e atenuam sintomas de enfermidades, já que são capazes de aliviar dores, melhorar o humor e reduzir náuseas. Essas substâncias podem ser usadas de diversas formas, especialmente na composição de cosméticos, em massagens ou em banhos terapêuticos. “Possuem uma composição muito complexa, sendo extraídos de flores, frutos e folhas. Não possui adição de qualquer componente como água ou álcool, sendo, assim, extremamente puros e, consequentemente, muito fortes”, salienta a nutricionista Stefani Hoffmann, graduada em Nutrição e pós-graduada em Nutrição Clínica na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), acrescentando que, de acordo com o seu princípio ativo, é possível direcionar a sua prescrição. 
A nutricionista observa que as propriedades terapêuticas dos óleos essenciais podem auxiliar no fortalecimento e no equilíbrio da saúde física, mental e emocional. “Eles podem ser ansiolíticos, antidepressivos, anti-inflamatórios e imunoestimuladores”, explica. “Embora seja natural, seu uso não deve ser descuidado. Podem ser inalados ou aplicado diretamente na pele, mas não devem ser ingeridos", afirma. 
Stefani ressalta que os óleos essenciais são ótimos para tratamentos de estresse, principalmente por seu mecanismo de ação, que ativa o sistema límbico, responsável pelas emoções. “Quando inalamos, suas partículas são levadas para o cérebro, que recebe mensagens eletroquímicas associadas ao cheiro. O sistema límbico é ativado e o cérebro reage alterando o humor”, afirma. A inalação é a forma mais rápida, prática e segura de uso dos óleos essenciais. 
Outra forma de utilização é topicamente, mas é necessário conhecimento para ser usado, principalmente devido a seu mecanismo de ação. “Não deve ser aplicado na região de olhos e mucosas, por exemplo. E devem ser guardados fora do alcance de crianças”, adverte. A nutricionista argumenta que muitos profissionais passaram a prescrever os óleos essenciais em tratamentos dietéticos e de patologias. Inclusive sugerem sua utilização em preparações como bolos, chás e sucos. “São prescrições errôneas, por conta da grande toxicidade a que expõem os pacientes”, assinala. Stefani acrescenta que cada gota de óleo possui alta concentração de compostos. “Se ingeridos sem diluição, não são toleradas por nosso organismo, agredindo mucosas e o sistema hepático. Para se ter uma ideia, uma gota corresponde ao consumo de 25 xícaras de chá. Alguém consome esta quantidade de chá em apenas um dia?” Ela lembra ainda que há quem sugira o uso no preparo de receitas da culinária. “Isso também é errado, já que uma gota deve ser diluída em 30 litros de água ou óleo para a preparação do alimento, o que não vale a pena, sendo muito mais fácil e saudável utilizar a planta in natura”, adverte. 
Stefani ainda revela que aromas diferentes estimulam respostas distintas no cérebro. Recente estudo da Universidade de São Paulo, realizado com estudantes da área da Saúde, concluiu que os acadêmicos que passaram por tratamento com inalação de óleos essenciais tiveram redução nos níveis de estresse. As substâncias também são alvo de pesquisa de laboratório, como alternativa para acabar com a gripe e células cancerígenas. São conhecidas desde a antiguidade por possuírem propriedades antibacteriana, antifúngica e antioxidante. Antigas civilizações já usavam ervas e aromas como recurso terapêutico. 
Os óleos são extraídos por destilação a vapor ou por prensagem de flores, plantas e frutas. “Devido à elevada concentração de matéria-prima, não podem ser usados puros, diretamente na pele.” Os óleos podem ser utilizados na aromaterapia em difusores pessoais, de ambiente e diluídos em óleos vegetais para massagem e também em cosméticos.
O óleo essencial de lavanda é o mais usado, pois tem diversas aplicações. É analgésico, antisséptico, anti-inflamatório e anticonvulsivo. Igualmente, é um excelente cicatrizante, além de calmante, indicado para combater insônia, o ronco e variações de humor. “As associações destas propriedades fazem do óleo essencial de lavanda excelente sedativo natural com potencial inclusive para redução da pressão arterial.” Já os cítricos, como limão e laranja, são digestivos, diuréticos e ansiolíticos. Entre as ervas, o alecrim é o queridinho, por auxiliar na memória, concentração e no enfrentamento de dores de cabeça.
FUNÇÕES DE ALGUNS ÓLEOS ESSENCIAIS:
Lavanda: Relaxa e alivia a tensão pré-menstrual. Ameniza sintomas de confusão mental e depressão. Diminui a ansiedade, a insônia e a enxaqueca.
Laranja: Diminui a ansiedade e melhora o humor. 
Sálvia: Interfere positivamente na memória e na atenção. Age como regulador menstrual, redutor dos sintomas da pré-menopausa e da endometriose. 
Alecrim: Melhora a precisão em tarefas mentais, além de produzir sensação de frescor, aumentando a energia e reduzindo a fadiga.
Hortelã: Alivia o estresse, reduz a fadiga e o desejo por chocolate.
Canela: Aumenta a concentração e reduz a frustração.
Copaíba: Tem função anti-inflamatória, antisséptica e cicatrizante. Também possui função antibactericida e antiviral. 
Eucalipto: Propriedades antissépticas, prevenindo e tratando doenças das vias respiratórias.
Gerânio: Benefícios para a pele, já que atua como agente anti-idade, antirrugas, hidratante e tonificante. Ajuda a combater manchas e estrias.
Lemongrass: Também conhecido como erva-cidreira, capim-limão, capim-santo e chá de estrada, é excelente para a memória. Auxilia na concentração e no raciocínio.
Limão siciliano: Ideal para tratar celulite, pele, acne e mãos manchadas. Ajuda a curar garganta inflamada e resfriados. 
Manjerona: Tem atividade biológica antibacteriana, antifúngica e antioxidante.
Sândalo: Descongestionante linfático e venoso, desintoxica o organismo e fortalece os tecidos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua opinião sobre os textos e fatos divulgados no blog são muito importantes, por isso, serão analisadas e posteriormente, se estiverem de acordo com os temas, liberadas.
Forte abraço!!!